Lua, guardiã dos segredos da noite,
testemunha de um amor que se dissolveu,
leva em teu brilho esta mensagem:
ainda guardo em mim sua presença.
As horas se alongam,
o silêncio ecoa como um cântico distante,
e meu quarto é um mapa vivo
que desenha sua silhueta,
que exala o perfume da memória.
Sinto falta da ternura dos gestos,
dos sussurros que embalavam minha alma,
das carícias que me envolviam em entrega,
quando éramos chama e claridade,
quando o mundo se apagava
e só restava o enlace dos nossos corpos.
Hoje, tudo é melancolia,
um adeus não pronunciado,
um vazio que se fez sombra.
Que a sorte lhe acompanhe,
que a luz divina lhe proteja,
pois eu sigo meu caminho,
em busca do amor verdadeiro
que floresça sem partida.
