Cada pessoa tem seus próprios objetivos. Ninguém consegue trilhar o caminho de outro, pelo simples fato de que as suas necessidades não são as mesmas. E isso, às vezes, dá um nó na linha de pensamento do indivíduo. E por quê? Simples… uma das formas que temos de evoluir, de aprender e descobrir novos caminhos é observando as ações que ocorrem ao nosso redor. O problema é que nem sempre tal corresponde ao caminho que devemos seguir…
Outro fator que nos atrapalha, e muito, é o desejo de estarmos sempre no comando. Tentamos entender cada detalhe que se apresenta em nossa vida, nos esquecendo que o tempo é uma incógnita. No afã de estarmos no controle, acabamos por nos dispersar e deixamos de aproveitar as coisas belas da vida…
Essa ansiedade que nos acomete a todo instante faz com que acabemos por perder o interesse em situações que, de outra forma, nos seriam caras. E isso não se deve ao fato de que deixaram de ser importantes… simplesmente não conseguimos ver o todo e isso nos incomoda. E aquilo que não conseguimos compreender acabamos por descartar, por mais importantes que sejam para nossa realização…
Não importa o quão importante determinada ação seja para nossa realização pessoal. Enquanto não conseguirmos entender as bases da mesma… e nos aceitarmos como parte desta… estaremos sempre na defensiva, pois tudo ao nosso redor parece estranho, ameaçador…
E essa é a palavra-chave… nos aceitarmos. Como somos de verdade, não como a Sociedade nos rotula. E esse não é um caminho fácil de trilhar. Por um motivo simples… somos condicionados desde o berço a seguir os cânones sociais, e não temos a opção de ignorar tais mandamentos. Deixar de observá-los significa sermos deixadas à margem de tudo o que conhecemos, e o desconhecido nos dá medo… principalmente quando o desconhecido é a nossa alma…
Não é fácil nem simples conseguir entender o que se passa em nosso íntimo. Porque, desde que nascemos, somos condicionados a viver de acordo com parâmetros que nem sempre coincide com aquilo que realmente somos. Mas, ao nascermos, recebemos uma etiqueta que irá guiar toda nossa jornada social, e espera-se que jamais questionemos aquilo que serve como farol para nossa contribuição ao grupo…
Romper com aquilo que é considerado “correto”, no que se refere às nossas ações, não é nada fácil. E… eis aí o paradoxo… a primeira pessoa que tentará sabotar sua tentativa de libertar-se dos grilhões que te prendem será… você mesma. Porque, entre todos os juízes da Terra, o mais rigoroso de todos ao te julgar… será você mesma…
Quando Orwell escreveu o romance “1984” era sobre isso que ele falava. De certa forma o Estado não necessita de um grande aparato de controle sobre os cidadãos. Eles se controlam, de forma a cumprir suas obrigações sem questionar, pois “é o certo a fazer”… e se alguém consegue fugir da programação original, o próprio grupo à sua volta inicia um trabalho de resgate, tentando trazê-lo “de volta à razão”. E se essa cruzada inicial falhar, começará a segunda parte da missão para que a pessoa entenda que está agindo “contra a natureza” com suas ações… e esse “trabalho de resgate” continuará indefinitivamente, pois o que importa é o grupo, não o indivíduo em si…
Quer encontrar a sua Estrada de Tijolos Amarelos? Deseja realmente ser feliz, sem se importar com a opinião alheia? Então volte seus olhos para o seu íntimo. Procure entender qual a sua real necessidade. Procure entender o que realmente é importante para sua realização pessoal. Quando conseguir desvendar os segredos de sua alma, estará preparada para ser feliz nesse plano no qual nos encontramos… e a felicidade que alcançará fará as pessoas ao seu redor felizes, também… pois a Luz que passará a irradiar mostrará não só a você, mas também àqueles que te são caros, o verdadeiro caminho do Nirvana… afinal, viver no Paraíso é, antes de tudo, descobrir que os Elísios estão plantados em sua alma…
