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Deputados usam o toma-lá-dá-cá para aprovarem projetos

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Ibaneis Rocha chamou ao Palácio do Buriti no final da tarde desta quarta, 16, um grupo de deputados distritais. Entre eles Rafael Prudente (presidente da Câmara Legislativa) e Cláudio Abrantes (líder do Governo). São dois aliados do governador, mas nem por isso garantiram a convocação de uma sessão extraordinária para votar matérias consideradas urgentes pelo Palácio do Buriti.

Na mesa de negociação, entraram nomeações. Ou, como se diz no jargão político, o toma-lá-dá-cá, prática que o próprio Ibaneis, durante a campanha, disse que seria abolida.

Ibaneis considera que os projetos são estratégicos para o governo conseguir aumentar a arrecadação e oferecer melhorias nas áreas da segurança e da saúde à população do Distrito Federal. Mas os deputados entendem que não podem deixar seus apoiadores – no caso, cabos eleitorais e financiadores de campanhas – aguardando em pé na fila de nomeações.

Uma das urgências de Ibaneis Rocha é a lei que cria as gratificações para os policiais civis trabalharem durante a folga, e que vai permitir a reabertura das delegacias. “A população está sofrendo com a violência. Nós estamos tratando de vidas. São pessoas que estão morrendo por falta de segurança no Distrito Federal. É um projeto que eu tenho certeza que tanto a base quanto a oposição vão querer aprovar”, afirmou o governador, pedindo pressa aos deputados.

Dos 24 parlamentares com assento na Câmara Legislativa compareceram à reunião no Buriti, sete – além de Rafael e Abrantes, deram o ar da graça Hermeto, Jorge Viana, José Gomes, Telma Rufino e Valdelino Barcelos. Para aprovar os projetos, são necessários 16 votos. Na segunda, 21, expira o prazo para a troca de favores ser concretizada. Se as nomeações saírem, é provável que os projetos sejam aprovados.

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