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Dino blinda erário contra o anonimato das malas de dinheiro

O ministro Flávio Dino determinou a proibição de saques em dinheiro de recursos provenientes de emendas parlamentares em todo o país. Pela decisão, deputados federais, senadores e também parlamentares estaduais não poderão mais retirar esses valores em espécie. A movimentação dos recursos deverá ocorrer apenas por meios eletrônicos, como transferências bancárias ou Pix, justamente para garantir que cada centavo possa ser rastreado. Segundo o ministro, a retirada em dinheiro dificulta a fiscalização e impede que os órgãos de controle acompanhem o destino dos recursos públicos.

A medida tem como objetivo central reforçar a transparência e a rastreabilidade do dinheiro público. Quando recursos saem do sistema financeiro em espécie, desaparecem também os registros que permitiriam identificar quem recebeu, para onde foi e como foi utilizado o valor. Ao exigir que as movimentações ocorram por meios eletrônicos, a decisão fortalece o controle institucional e reduz brechas para irregularidades. Dinheiro público precisa deixar rastro, essa é a lógica básica de qualquer gestão responsável.

A atuação de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal reforça a importância de mecanismos que ampliem a transparência no uso dos recursos do Estado. Sua indicação ao tribunal foi uma das decisões mais acertadas do governo Lula. Ao levar para a Corte alguém com forte compromisso institucional e com o combate às distorções na administração pública, o governo contribuiu para fortalecer o controle democrático sobre o dinheiro que pertence a toda a sociedade.

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