Às vezes, a fantasia transborda
como faísca de estrela em presente divino,
eu te vejo me envolver
com tua luz cristalina,
como quem brinca de cosmos e destino.
E eu te sinto me levando sobre as marés do céu,
até aquele lago azul de constelações,
onde sempre sonhamos em manhãs de aurora,
enquanto estou rendida ao teu abraço,
com o feitiço suave do infinito me dominando.
Tu não pedes resgate, nem queres troco,
não ameaças, não feres.
Apenas me silencias
com beijos que são luas,
com carícias que são estrelas,
com abraços que são galáxias.
E em vez de prisão, parecem votos,
em vez de pedir, tu me ofereces universos.
Tu me dás um refúgio em vez de uma masmorra,
um quarto de auroras,
um templo de paz celeste.
E nós dois, que ainda nos amamos,
vivemos nossas belas vidas,
como quem descobre no jogo da fantasia
o milagre eterno das constelações.
