Trocamos a noite por uma manhã de cristal,
sonhos de uma humanidade ainda em gestação,
envolta em véus de névoa,
dançando na aurora com silêncio e alma enamorada.
O tempo escorre como rio lento,
água que carrega memórias,
reflexos que se dissolvem em eternidade.
Fortuna e acaso brincam como deuses ocultos,
o destino lança cartas invisíveis,
uma colmeia fervilha em excesso,
mas seu mel é doce e amargo ao mesmo tempo.
A cegueira em preto e branco se desfaz,
nuances surgem como prismas no confinamento,
uma análise precisa floresce,
semeada em criaturas que ainda buscam sua forma.
Leis petrificadas se erguem como muralhas,
desobediência e desordem ecoam como trovões,
mas perder e ganhar são apenas ilusões,
pois o mistério é ausência,
um véu que nunca se revela por completo.
O mundo invisível respira em espaço imensurável,
quase divino,
onde nos movemos como viajantes sem mapa,
perdidos entre dor e saudade,
mas também entre estrelas e esperanças,
porque talvez nunca sejamos encontrados,
ou talvez sejamos eternamente buscados.
