Desperto ao amanhecer,
entre versos que florescem na primavera,
enquanto o sol se abre em asas douradas
e os suspiros da manhã se tornam música.
Não será por falta de desejo,
mas por excesso de ternura,
que busco alcançar tua alma
no jardim secreto da estação.
Alma de borboletas de poeta,
que repousam em cada suspiro,
revelando-se como pétalas cintilantes
onde os raios de sol iluminam o prado.
Para alcançar tua essência,
procuro-te entre versos,
onde dois suspiros se elevam
como estrelas que se tocam no infinito.
Fica comigo, não partas,
deixa-me te amar como quem ama o horizonte,
deixa-me te beijar como quem beija o vento,
deixa-me envolver tua presença,
deixa-me alcançar tua alma.
Para sentir a diferença entre o ontem e o agora,
para sentir o calor que une nossos destinos.
Sente os suspiros da alma,
enquanto borboletas roçam tua essência,
dois corpos se tornam constelações,
presos em fogos de artifício de cores eternas.
O que toca nossas almas?
Paixão, ternura, revelação!
Elas repousam em uma exclamação de amor,
com suspiros, com sentidos,
uma onda que culmina em silêncio luminoso.
Alma de borboleta, alma de poeta,
quem sabe, tua alma encontrará a minha,
e juntas dançarão no céu,
como estrelas que nunca se apagam.
