Esperar faz parte da vida. Esperar o ônibus, o salário cair, uma resposta, uma oportunidade, um resultado.
Mas nem todas as pessoas esperam da mesma forma.
Para algumas, esperar é apenas um intervalo. Para outras, é uma condição permanente.
A espera pode ser cansativa, angustiante, indefinida. Pode produzir ansiedade, frustração e sensação de estagnação.
O sociólogo Zygmunt Bauman descreve a modernidade como marcada por incertezas e inseguranças. Nesse contexto, a espera deixa de ser passageira e passa a fazer parte da própria experiência de viver.
Há pessoas que passam anos esperando que algo mude.
E, ainda assim, continuam.
