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Estão querendo plantar uma nova Laja Vato

Há quem compare o momento político atual com uma espécie de reprise da Lava Jato. Eu sempre resisti a essa interpretação, sempre considerei exagerada. Como se sabe, a Lava Jato foi um escândalo do Judiciário com participação ativa da imprensa, que, entre outras coisas, foi responsável pela prisão injusta do presidente Lula. No entanto, diante de episódios recentes, essa comparação, antes rejeitada, começa a parecer menos descabida do que eu gostaria de admitir.

Depois que a jornalista Andréia Sadi apresentou no programa Estudio i um power point para supostamente explicar o escândalo do banco Master e, nessa apresentação, vinculou o Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula ao banqueiro Daniel Vorcaro, ficou difícil não lembrar dos métodos lavajatistas. Como não recordar o famoso power point de Deltan Dallagnol, que associou Lula a esquemas de corrupção sem provas? Convém lembrar que o ex-procurador foi condenado a indenizar o presidente justamente por aquele episódio. A repetição desse tipo de estratégia levanta um alerta: mais uma vez, tenta-se construir narrativas antes de apresentar fatos.

Ora, Andréia, o brasileiro não cai novamente nessa falácia. Já estamos vacinados contra ilações levianas usadas para criminalizar um partido e o líder mais popular do país. Curiosamente, em seu power point, a jornalista “esqueceu” de mencionar nomes comprovadamente ligados ao banco Master, como a própria Globo, que teria recebido cerca de 160 milhões. Ao ser criticada, Sadi, que frequentemente assume um tom duro contra o governo, não suportou as críticas que recebeu e tornou privada sua conta na rede social X. Que fique o recado: a política é um instrumento legítimo de transformação social, e o Brasil não tolerará outra tentativa de criminalizá-la.

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