Para quem ainda se pergunta por que Sérgio Moro enfrenta tanta rejeição dentro da própria classe política do Paraná, as recentes declarações de Cristina Graeml, pré-candidata ao senado pelo PSD, talvez ajudem a entender o contexto. Ao afirmar que foi “abandonada” pelo Moro e levantar questionamentos sobre seu caráter, Cristina expõe algo que, nos bastidores, é tratado como fato: a dificuldade de Moro em construir relações políticas sólidas e duradouras.
A trajetória de Graeml dentro do União Brasil, para onde foi levada pelo próprio Moro, revela um padrão que parece se repetir. Segundo ela, o isolamento dentro da sigla e a falta de respaldo político a empurraram para fora do partido, levando-a a buscar abrigo no PSD. O relato sugere fragilidade na articulação política de Moro.
Tudo leva a crer que Moro ainda não compreendeu como funciona o jogo político. Sua atuação, muitas vezes marcada por posturas rígidas e pouca habilidade de negociação, pode até agradar parte do eleitorado mais ideológico, mas cobra um preço alto nos bastidores. Política, goste-se ou não, é feita de alianças, confiança e reciprocidade. E, ao que tudo indica, esse tem sido o verdadeiro calcanhar de Aquiles de Sérgio Moro.
