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Flávio Bolsonaro não convence ao pregar a alternância de poder

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A PEC para acabar com a reeleição foi protocolada no Senado nesta segunda-feira (2), após alcançar o número necessário de assinaturas. A proposta, de autoria do senador Flávio Bolsonaro, pretende extinguir a possibilidade de um segundo mandato consecutivo para cargos do Executivo, como presidente da República, governador e prefeito. O tema não é novo no debate público brasileiro, mas volta à cena agora com forte carga simbólica e evidente cálculo político.

Flávio tem apresentado a iniciativa como um “sinal de boa-fé” de sua pré-candidatura à Presidência. Argumenta que, se eleito em 2026, ele próprio seria atingido pela mudança e não poderia disputar a reeleição em 2030. A estratégia busca construir a imagem de alguém disposto a abrir mão de vantagens pessoais em nome de uma reforma institucional. No discurso, a proposta aparece como gesto de desprendimento e compromisso com a alternância de poder. Na prática, vemos outra coisa.

O que ele não diz é que a democracia vai muito além do texto constitucional. Flávio já flertou com rupturas institucionais e questionou o resultado das urnas. Flávio segue ordens do pai, que está preso por tentativa de golpe de estado. Parece bastante óbvio que para ele pouco importa o que está escrito na lei. A história mostra que não é a ausência ou a presença da reeleição que garante estabilidade democrática, mas o respeito efetivo às regras do jogo e às instituições.

Se o pai não respeitou as leis do país, não temos qualquer motivo para acreditar que o filho respeitará.

Pelo que sabemos, em momento algum Flávio declarou que Jair estava errado e merecia estar preso.

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