Há alguns dias, o presidente Lula assinou um decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, como resposta à escalada da guerra no Oriente Médio e aos seus impactos no preço dos combustíveis. A medida tem como objetivo evitar que o aumento internacional do petróleo seja repassado ao consumidor brasileiro, o que poderia desencadear uma inflação generalizada, afetando diretamente o custo de vida da população e pressionando ainda mais a economia.
Diante disso, cabe agora aos governadores fazerem sua parte, avaliando a redução ou até mesmo o zeramento do ICMS sobre o diesel. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada em um momento de crise global, em que a coordenação entre os entes federativos é essencial para proteger a população. Não se trata apenas de arrecadação, mas de sensibilidade política e compromisso com a estabilidade econômica do país.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), já deu o exemplo ao anunciar a redução a zero do ICMS sobre o diesel em seu estado por tempo determinado. A atitude demonstra liderança e compreensão da gravidade do cenário internacional. Os demais governadores precisam seguir esse caminho. Este não é o momento para cálculos eleitorais ou disputas políticas, mas sim para decisões responsáveis que garantam fôlego à economia e aliviem o peso sobre os brasileiros.
