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Governo investe 19 mi para melhorar alimentação

De janeiro a junho deste ano, o GDF investiu R$ 19.128.142,91 para garantir uma alimentação de qualidade e nutricionalmente adequada nos 14 restaurantes comunitários do Distrito Federal. Nesse período, foram servidas nas unidades sob gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), no total, 3.932.327 refeições para a população em vulnerabilidade social.

“Tem ajudado bastante, porque é uma refeição barata. É muito bom ter um restaurante comunitário perto de casa. Eu posso vir andando, ajuda bastante”, pontua Enoque Monteiro Neto, que almoça diariamente no Restaurante Comunitário do Itapoã.

Autônomo da área de tapeçaria, Enoque explica que o baixo custo da refeição também ajuda no trabalho. “Você consegue economizar um pouco para os funcionários e é uma comida nutritiva”, destaca.

Por causa da pandemia dacovid-19, as famílias não estão fazendo as refeições no local, mas podem retirar um número não limitado de marmitas ao custo de R$ 1 cada. Em seis meses, a quantidade de refeições servidas já é quase a metade do que foi oferecido em todo ano de 2020, quando foram servidas 7.279.367 unidades.

“O aumento da quantidade de refeições servidas nos restaurantes comunitários é reflexo da crise gerada pela pandemia da covid-19, assim como o aumento da demanda pelo Cartão Prato Cheio. Muitas pessoas ficaram desempregadas ou tiveram queda na renda”, pontua a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha. “Ter essa possibilidade de retirar marmitas para toda a família a um preço acessível nos restaurantes fortalece muito a nossa rede de proteção social.”

Cardápio
Todas as refeições servidas nos 14 restaurantes comunitários são elaboradas por funcionários da empresa contratada, contando com planejamento e monitoramento de uma equipe da Sedes para assegurar uma alimentação balanceada.

“Temos um critério para garantir a qualidade dessa refeição. Acompanhamos as demandas da população, diretamente nas unidades ou pelas ouvidorias, para verificar se as quentinhas estão na quantidade adequada. Também priorizamos os alimentos da safra, as frutas da estação e recomendamos às empresas que adquiram alimentos dos produtores locais”, explica a diretora de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Dolores Ferreira.

A gestora lembra que, para muitos usuários, almoçar no restaurante comunitário é uma forma de ter acesso a uma refeição barata e nutricionalmente adequada. “Com o aumento do preço do gás de cozinha e a inflação dos alimentos, para muitas famílias compensa mais financeiramente retirar as marmitas no restaurante comunitário do que comprar e cozinhar os produtos. Muitas pessoas retiram marmitas para almoço e jantar e ainda levam para vizinhos”, enfatiza.

“A comida boa aqui é a feijoada na sexta, e no sábado, o frango assado”, comemora Enoque Monteiro Neto. Já o vigilante patrimonial, Renato Dourado Godoy tem o Restaurante Comunitário de Brazlândia como parte do dia a dia. “Frequento o restaurante desde o começo. Todas as quentinhas aqui são de boa qualidade. Sempre venho e aproveito para levar as marmitas para doações, porque elas já vêm bem-embaladas, bem-fechadinhas. Show de bola. Preço imbatível”, comemora.

População em situação de rua
Desde junho de 2020, a população em situação de rua acompanhada pelas equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) pode fazer as refeições gratuitamente nos 14 restaurantes comunitários. Neste ano, de janeiro a junho, já foram servidas 32.785 refeições a pessoas desse grupo, um investimento de R$ 197.204,45 para garantir alimentação desse público nos restaurantes.

Em 2020, foram entregues, no total, 8.235 refeições à população em situação de rua, um investimento de R$ 52.351,39. Ou seja, em seis meses, foram retiradas quatro vezes mais refeições para a população em situação de rua.

“Houve um aumento da divulgação do serviço. As pessoas em situação de rua que retiram marmita no restaurante comunitário são cadastradas antes pelas equipes de abordagem social, ou podem chegar na hora, que nós anotamos os dados pessoais para que aquela pessoa também seja acompanhada posteriormente”, explica Dolores Ferreira.

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