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João estava sozinho no Dia dos Namorados

Caía a tarde de 12 de junho, Dia dos Namorados. João estava sozinho, sem ninguém.

Passou em uma farmácia e comprou um sal de frutas. Passou no supermercado e comprou uma garrafinha de água mineral sem gás. Passou por uma banca de jornais e comprou uma revista masculina. Era mais seguro, vai que seu celular pifava, bem no meio de um filme pornô?

Já era noite quando chegou em casa, um apartamentozinho triste, de quarto e sala conjugados, com pouquíssimos móveis. Colocou as compras sobre a mesa da sala. Caçou no rádio uma canção romântica, era bom para criar um clima. Achou um programa de músicas de sofrência, não gostava muito do gênero, mas nessa noite serviria.

Abriu a garrafinha e derramou a água em um copo. Colocou-o sobre a mesinha junto à cama, juntamente com o pacote de sal de frutas, já rasgado. Sentado na cama, começou a folhear a revista; achou a foto de uma deslumbrante mulher nua e começou a se tocar.

Quando sentiu que o clímax se aproximava, derramou o sal de frutas no copo. Bebeu o líquido efervescente quando seu corpo se entregou às primeiras pulsações do orgasmo. Deu um suspiro e murmurou:

– Ah… mulheres e champanhe… vão acabar comigo!

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