A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva do piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, mas incluiu uma determinação que gerou polêmica: a transferência do agressor para uma cela isolada. O juiz da 1ª Vara Criminal de Taguatinga justificou a medida alegando que a grande exposição do caso coloca em risco a integridade física do piloto dentro do sistema prisional. Com isso, Pedro deve ser encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda nesta segunda-feira (2) para cumprir o isolamento determinado.
A decisão de conceder uma cela especial foi prontamente criticada pela defesa do adolescente de 16 anos, que permanece em coma induzido. Os advogados da vítima lamentaram o despacho, afirmando que a medida reforça uma sensação de privilégio e tratamento diferenciado. Para a família do jovem agredido, o isolamento do piloto soa como uma proteção injusta diante da gravidade do crime, motivado por uma simples discussão por chiclete.
Além da polêmica sobre a cela, o magistrado destacou que a prisão é necessária porque Pedro estaria tentando manipular as investigações. Segundo o processo, ele utilizou redes sociais para tentar combinar versões com terceiros, buscando criar uma tese de legítima defesa que não condiz com as agressões repetidas registradas. Durante as buscas, a polícia apreendeu celulares e armas brancas, como soco inglês, reforçando o perfil intimidador do piloto.
Enquanto o piloto recebe o benefício do isolamento na prisão para garantir sua segurança, o adolescente agredido segue sem previsão de alta e lutando pela vida. O caso levanta um debate jurídico sobre o equilíbrio entre a segurança do detento e a igualdade de tratamento perante a lei. Você pode conferir mais detalhes sobre as regras de segurança no sistema prisional no site da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAPE/DF).
