Mais um ano se inicia…
Ano de eleição, ano de luta…
Ano de vigiar de perto, de não aceitar piada no lugar de projeto, sarcasmo no lugar de responsabilidade e ódio disfarçado de “opinião”.
Ano de lembrar que voto não é sobre a torcida, é sobre consciência. Que silêncio também escolhe um lado. E, geralmente, não é o lado do povo.
Ano de entender que neutralidade não é equilíbrio, é conveniência.
Ano de assumir que memória é um ato político, e esquecer, muitas vezes, é um privilégio que custa caro a quem nunca pôde escolher. Porque depois da eleição, não sobra slogan.
Sobra a vida real.
E ela sempre cobra um preço.
Ano de erguer a voz, mesmo cansada, de escrever, denunciar e insistir até a exaustão. Porque direitos não se mantêm sozinhos e retrocessos nunca avisam quando chegam.
Mais um ano se inicia… E não é sobre esperança ingênua, é sobre resistência consciente.
