Notibras

Mais uma vez, a extrema direita vota contra povo

Nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, o Congresso Nacional aprovou a medida provisória que institui o programa Gás do Povo, uma iniciativa governamental voltada à distribuição gratuita de botijões de gás de cozinha para famílias de baixa renda. A proposta substitui o antigo benefício em dinheiro por um modelo de entrega direta do botijão por meio de revendedores credenciados, com o objetivo de ampliar o acesso ao gás como item essencial no orçamento familiar. Terão direito ao benefício as famílias com renda per capita de até meio salário mínimo inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ampliando a proteção social para milhões de brasileiros vulneráveis.

Esse programa representa um avanço importante em termos de inclusão e segurança alimentar, pois o gás de cozinha é um insumo básico para preparar alimentos seguros e nutritivos. A aprovação da medida é especialmente relevante em um momento em que o custo de itens essenciais pressiona o orçamento das famílias mais pobres. Por isso, a aprovação da MP merece ser celebrada como uma vitória de caráter humanitário, capaz de reduzir desigualdades e oferecer dignidade às pessoas mais necessitadas.

No entanto, é preocupante que alguns parlamentares tenham votado contra essa medida, que tem impacto direto na melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros. Dos 415 votos favoráveis à MP na Câmara dos Deputados, 29 votos foram contrários, e dois parlamentares se abstiveram. A maior parte dos votos contrários veio de deputados associados a partidos que se posicionaram de forma contária às iniciativas do governo, mesmo diante de um programa com claro caráter social.

Infelizmente, muitos desses votos contrários refletem mais uma postura de oposição política ao governo do que uma análise das necessidades da população mais vulnerável. Essa postura deve ser observada com atenção pela sociedade, pois parlamentares que votam contra programas sociais essenciais, sob justificativas partidárias ou ideológicas, acabam, na prática, fazendo oposição ao povo, especialmente àqueles que mais necessitam de apoio e proteção social.

Parlamentares que votaram contra a MP do Gás do Povo na Câmara dos Deputados

Os 29 deputados federais que votaram contra a medida provisória foram:

• Adriana Ventura (Novo-SP)
• Bia Kicis (PL-DF)
• Bibo Nunes (PL-RS)
• Carlos Jordy (PL-RJ)
• Chris Tonietto (PL-RJ)
• Daniel Freitas (PL-SC)
• Delegado Bilynskyj (PL-SP)
• Eros Biondini (PL-MG)
• Geovânia de Sá (PSDB-SC)
• Gilson Marques (Novo-SC)
• Guilherme Derrite (PP-SP)
• Júlia Zanatta (PL-SC)
• Junio Amaral (PL-MG)
• Kim Kataguiri (União-SP)
• Luiz Lima (Novo-RJ)
• Luiz P. O. Bragança (PL-SP)
• Marcel van Hattem (Novo-RS)
• Marcos Pollon (PL-MS)
• Mario Frias (PL-SP)
• Mauricio Marcon (PL-RS)
• Nikolas Ferreira (PL-MG)
• Nicoletti (União-RR)
• Ricardo Guidi (PL-SC)
• Ricardo Salles (Novo-SP)
• Rodolfo Nogueira (PL-MS)
• Sanderson (PL-RS)
• Sargento Gonçalves (PL-RN)
• Tião Medeiros (PP-PR)
• Zé Trovão (PL-SC)

Sair da versão mobile