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MP sugere início imediato de racionamento de água em SP

O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou, nesta segunda-feira (28), que o governo de São Paulo apresente projetos para o início imediato do racionamento de água na região metropolitana abastecida pelo Sistema Cantareira.

A recomendação, que faz parte de um inquérito civil público para apurar a crise hídrica no Estado, tem como objetivo evitar um colapso dos reservatórios que abastecem 45% da região metropolitana e se baseia em um estudo da Unicamp que indica que o volume do Cantareira pode acabar em menos de 100 dias.

O MP critica que o governo de Geraldo Alckmin e a Sabesp descartaram o racionamento e estabeleceu apenas a concessão de descontos a quem economizar água, apesar da previsão de poucas chuvas nos próximos meses e dos baixos índices dos reservatórios.

O governador Geraldo Alckmin e a Sabesp têm 10 dias para informar as providências a serem tomadas em relação à recomendação. O MPF não descarta a adoção de medidas judiciais caso a recomendação não seja seguida.

Em nota, a Sabesp disse discordar da recomendação do MPF, e que um eventual racionamento “penalizaria a população e poderia produzir efeitos inversos daqueles pretendidos pelos procuradores”. “Os esforços feitos pela população e pela Sabesp até o momento equivalem à economia que se obteria com um rodízio de 36 horas com água por 72 horas sem água. A Sabesp tem 40 anos de história e os melhores especialistas da América Latina em saneamento. Portanto, tem convicção das medidas adotadas”, informou.

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