O lançamento do livro Monumental, de Carlos Henrique Magalhães de Lima, movimenta a cena cultural do Distrito Federal na terça (28) e quarta (29) em Brasília. O evento inclui sessão de autógrafos e debates com a presença do autor. A obra é resultado de uma pesquisa aprofundada sobre o Eixo Monumental de Brasília, um dos espaços mais simbólicos da produção urbanística do século XX.
Com duas atividades de lançamento, Monumental chega ao público como um convite à reflexão sobre o passado, o presente e o futuro da capital federal. No dia 28, o encontro ocorre no Beirute da Asa Sul, com sessão de autógrafos e venda de exemplares. No dia 29, o lançamento segue para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB), onde será realizado um debate com o autor, mediado por Leandro Cruz, com certificação para os participantes inscritos.
Resultado de uma investigação aprofundada, o livro analisa o Eixo Monumental como marco da urbanização moderna e patrimônio mundial da humanidade. Ao articular desenho, arquitetura e história, Carlos propõe uma leitura que evidencia tanto os aspectos construtivos quanto os simbólicos desse espaço central da capital.
Segundo o autor, a concepção da obra teve origem no interesse pelos arquivos públicos do Distrito Federal. “O Arquivo Público do Distrito Federal tem enorme importância nesse percurso. A ideia para o livro surge desse contexto e da curiosidade em investigar os modos de projetar e as técnicas envolvidas na realização de edifícios em um momento muito particular da história da arquitetura”, afirma.
A publicação também destaca o papel das instituições arquivísticas para além da guarda documental, apresentando-as como espaços dinâmicos de produção de conhecimento e de múltiplas leituras sobre a história urbana.
“É um livro que investiga as relações de trabalho, as formas de desenhar e projetar e os modos de colaboração que emergiram na construção dos edifícios monumentais de Brasília. O leitor/leitora encontrará diferentes níveis de leitura, dos desenhos técnicos às fotografias históricas, além de um ensaio contemporâneo que revela contrastes entre épocas e amplia o debate para além da arquitetura”, explica o autor.
O ensaio fotográfico de Joana França, que encerra a obra, estabelece um contraponto visual entre as décadas de construção da cidade e suas dinâmicas atuais, contribuindo para uma leitura contemporânea do território.
