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Muito barulho por tudo, menos por propostas

No último Big Brother, um termo curioso ganhou força entre o público: “caça-enredo”. Trata-se daquele participante que, sem uma trajetória própria consistente, passa a provocar conflitos, criar situações artificiais e tensionar relações apenas para se manter relevante no jogo. Não é protagonista por conteúdo, mas por ruído. Em vez de história, entrega barulho; em vez de autenticidade, aposta na encenação. O resultado é um protagonismo vazio, sustentado mais pela necessidade de aparecer do que por algo genuinamente construído.

Esse comportamento, no entanto, não se limita aos realities. A política brasileira tem seus próprios “caças-enredo”, personagens que parecem mais preocupados em gerar manchetes do que em apresentar propostas viáveis. É nesse ponto que entra Romeu Zema, do Partido Novo, que nas últimas semanas tem adotado uma postura típica desse perfil. Declarações polêmicas, ataques a ministros do STF e promessas de execução impossível parecem ser apenas uma estratégia de visibilidade.

O “caça-enredo”, seja no confinamento televisivo ou na arena política, revela um sintoma: a substituição do conteúdo pela performance.

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