Não era bem de portão, era da porta para dentro. Ele chegava pontualmente às 7 horas, cumprimentava os pais dela, conversava um pouquinho, tomava um suco. Em seguida, os dois adolescentes iam para o banco do jardim se pegar. Era um trecho pouco iluminado, bom para umas sacanagens leves.
– Mostra os peitinhos e deixa eu chupar, amor.
– Você tá louco? Se meu pai vê a gente me dá uma surra e põe você pra fora na porrada! Pega por cima da blusa. Isso. Agora enfia a mão dentro do sutiã e mexe no biquinho. Ah, que gostoso!
– Me toca umazinha.
– Toco sim, amor.
Ela tocava. Ele acariciava seus peitinhos. O amorzinho durava umas duas horas. Ele gozava, ela não. No final, ele dava um beijinho de língua e ia embora, para voltar no dia seguinte. Ela ficava subindo pelas paredes, sentada no banco do jardim, tocando-se freneticamente.
E então chegava o bad boy, num carro emprestado do pai. Olhava pra ela, sem falar. Ela sorria e entrava no carro.
Iam para um drive in ou estacionavam numa rua escura. E então a sacanagem corria solta, tudo a que ela tinha direito. Gozava que nem louca mas preservava a virgindade, afinal era uma moça de família. Seu projeto era casar com o namoradinho das 7 às 9. Até porque bad boys, todas as moças sabiam, servem apenas para uma coisa. Aquilo.
