São João. Eu na fazenda de teus pais e a festa linda
E fomos soltando fogos e assando batatas-doces e brincando de fitas e dançamos a catira e a vida linda nos nossos menos de vinte anos.
Você tinha 16 e eu uns 18.
Naquela noite a fogueira nos aqueceu para toda a vida.
Subi no pau-de-sebo e corri atrás da leitoa ensebada apenas por você.
Acho que eram os loucos anos 70.
Você foi embora da pequena cidade e eu também.
Nos encontramos em São Paulo, mas não era a mesma festa de São João;
NAQUELA NOITE…
Eu invadi a janela da casa grande de seus pais e bati em tua janela:
-AMO-TE…me dê um beijo.
E você me deu.
Para sempre.
Nada mais a dizer. Apenas Gratidão.
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Gilberto Motta, escritor, jornalista, professor/pesquisador e ainda procurando aquele amor eterno. Vive na Guarda do Embaú, litoral de SC.
