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Nick Jonas e as emoções do novo ‘Jumanji’

Foto/Divulgação

Nick Jonas nasceu em 16 de setembro de 1992. Tinha 3 anos quando estreou o primeiro Jumanji. Ele não se lembra exatamente quando viu o longa de Joe Johnston, mas se recorda que era criança e o achou “assustador”. Nick, de 25 anos, esteve em São Paulo no fim de semana passado para participar da Comic Con Experience. Veio promover o novo Jumanji, que estreia em 4 de janeiro no Brasil, com o subtítulo Bem-Vindo à Selva. Falou sobre sua contribuição à trilha de O Touro Ferdinando, mas só no dia 11 sua canção na animação do brasileiro Carlos Saldanha, Home – “É super!” – foi indicada para o Globo de Ouro.

Havia centenas de jovens montando guarda na porta do hotel da Marginal Pinheiros, só pela chance de ver Nick Jonas. Ele já havia vindo ao Brasil antes com os irmãos mais velhos Kevin e Joe, com quem integrava um grupo de pop rock muito popular. Os Jonas Brothers dissolveram-se em 2013, e na carreira solo Nick tem brilhado mais. Ele explica a separação – “Fizemos para resguardar a família. Chegou um ponto em que o convívio estava ficando difícil e a família se ressentia.” É multiartista – cantor, compositor, produtor e ator. Em novembro, apresentou-se com Anitta no Grammy Latino, em Las Vegas. Cantaram Looking for Paradise, numa homenagem ao espanhol Alejandro Sanz. Tiveram “a great time” – “Anitta é divertida, superprofissional. Gostei muito.”

E do filme? Muita gente considera que o Jumanji de Johnston era um filme de terror embutido numa produção infantil. Crianças eram sugadas para dentro de um jogo e, graças às novas tecnologias, o realismo dos animais com que se defrontavam era tão intenso que as plateias mirins gritavam mais de medo que de excitação. “Quando me chamou para o ‘reboot’, Jake (Kasdan, o diretor) deixou claro que o conceito seria outro. Jake é um diretor de comédia e essa é sua primeira grande aventura. Queria um filme de muita ação, mas com humor.” Na nova versão, quatro colegas, dois garotos e duas garotas, ficam de castigo na escola Descobrem um velho videogame, escolhem seus avatares para jogar e… São sugados para dentro da aventura. Bem-vindos à selva.

O nerd vira o fortão Dwayne Johnson, a garota tímida vira a aventureira sexy e a outra garota, a descolada, vira o professor Shelly Oberon, interpretado por Jack Black. Cada ator interpreta dois papéis – o avatar e o garoto ou garota dentro dele. Os melhores são o ex-The Rock, que tem ótimos momentos para expressar a fragilidade de sua versão juvenil, e Black como ‘menina’.

Kasdan dirigiu Professora sem Classe, com Cameron Diaz, e você se lembra como ele consegue ser vulgar para arrancar risos. As cenas em que Black simula o espanto da garota ao descobrir a genitália masculina, são hilárias. E ela, a menina em Black, também se engraça com Nick Jonas, que, no jogo, faz o piloto Alex.

“Foi muito divertido filmar as cenas com Jack, inclusive aquela em que ele fica tão excitado que tem uma ereção. Jake (Kasdan) tem o timing da comédia e passava isso para a gente.” Justamente Alex, o personagem de Nick, é o único que não é avatar de ninguém. Ele tem uma cena muito emotiva quando descobre que, no mundo ‘real’, se passaram 20 anos. Pergunta pelos pais – era garoto quando foi sugado pelo jogo. Nick passa uma emoção genuína na cena. É totalmente convincente como esse cara que se descobre preso numa armadilha, e no tempo. “Que bom que você gostou. Era realmente o momento mais forte, o que mais ia exigir de mim, mas Jake me disse que não se preocupasse porque na hora ia dar tudo certo.”

Apesar do assédio dos fãs, Nick garante que consegue levar uma vida ‘comum’. “Tenho amigos que não são necessariamente do show biz, e a gente consegue sair, praticar esportes sem problemas.” Soccer, o futebol? “Está crescendo muito na ‘América’, mas minha melhor lembrança de futebol tinha de ser no Brasil. Quando vim fazer shows com meus irmãos, participamos de um jogo com a equipe brasileira. Sou um bom atacante, pode acreditar nisso.” Essa vida comum inclui ir ao cinema? Qual foi o último filme que viu? “No cinema foi Mulher Maravilha.” E…? “Gostei, esse tema das mulheres poderosas é o mais atual possível.”

Na ficção de Jumanji – Bem Vindo à Selva, que se baseia no livro de Chris Van Allsburg, a única possibilidade de deixar aquele mundo é vencendo o jogo. E aqui talvez seja melhor você concluir a leitura apenas depois de ver o filme.

Olha o spoiler – Mas, se cada um no jogo interpreta dois personagens, Alex só encontra seu duplo no desfecho. É outra cena emocionante. “Acho que Jake fecha bem a história.” Vai ter 2, ou melhor, Bem-Vindo à Selva já é uma espécie de 2. Vai ter 3? “Não estou sabendo, mas espere por Chaos Walking.”

O filme de Doug Liman, com estreia prevista para 2019, é sobre um mundo pós-apocalíptico em que uma praga dizimou as mulheres e tornou os pensamentos dos homens audíveis. “É sinistro”, antecipa Nick.

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