No seio da guerra, o medo sempre avança
Crianças veem a destruição sombria
Como a única luz, em meio à agonia,
A esperança cruel que em dor se lança.
Mulheres pensam, com silenciosa esperança,
Nos filhos e no que o futuro traria
Será que a última alegria ainda viria?
Ou só restará dor e insegurança?
E os homens, na sombra da tempestade,
Pensam na cidade e em sua família,
Mas a vingança os corre como verdade.
Talvez, quem sabe, em nova maravilha,
Nasça, um dia, a paz na humanidade,
No mundo utópico que o sonho trilha.
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Maria Alice Pivante, 15 anos, é poetisa brasiliense.
