Teus dedos desenham mistérios,
caminhos de desejo em mares etéreos.
A pele se rende à dança da brisa,
onde o sussurro do toque eterniza.
Labaredas escondidas em cada carícia,
florescem suaves, alheias à artícia.
Olhos que falam segredos ancestrais,
a chama que arde em ritmos ancestrais.
Vozes que se perdem em murmúrios plenos,
entrelaçam-se corpos em gestos pequenos.
O tempo se dissolve em êxtase lento,
no pulsar profundo do mais doce tormento.
Bocas que traçam mapas do infinito,
explorando o silêncio proibido.
No quimérico enlace do paixão e sorte,
desperta a alma e transcende a morte.
