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Nova atração confirmada no Rock in Rio político

O Rio de Janeiro nunca decepciona quando o assunto é imprevisibilidade política. Para o bem e para o mal, o estado parece viver em um eterno roteiro de reviravoltas, onde personagens que muitos julgavam fora de cena retornam com força total. A mais recente surpresa atende pelo nome de Anthony Garotinho, agora novamente colocado como pré-candidato ao governo pelo Republicanos. Em qualquer outro lugar, isso talvez causasse estranhamento. No Rio, soa quase como mais um capítulo esperado de uma história que insiste em se repetir.

A decisão do ministro Cristiano Zanin, ao considerar ilícitas as provas que embasaram a condenação de Garotinho por esquema de compra de votos, não apenas reescreve o passado jurídico do ex-governador, como também reorganiza o campo político fluminense. Com o caminho livre, Garotinho volta ao jogo institucional com a experiência de quem conhece bem os bastidores do poder e também as polêmicas que o acompanham.

O Rio de Janeiro segue sendo esse laboratório peculiar da política brasileira, onde crises e recomeços caminham lado a lado. Entre absolvições, candidaturas e narrativas, o estado continua desafiando qualquer tentativa de previsibilidade. E talvez seja exatamente isso que o torne tão surpreendente: no Rio, o improvável não só acontece, como frequentemente disputa eleição.

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