Mais um capítulo da novela sem graça que virou a possível candidatura de Tarcísio. Desta vez, quem entrou em cena foi o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, ao afirmar que a direita ainda não está fechada com Flávio Bolsonaro e que o nome do candidato segue em aberto.
A declaração soa como tentativa de manter o jogo político em suspenso, mas levanta uma pergunta inevitável: será mesmo que está tudo indefinido?
Na prática, o que se vê é um campo conservador fragmentado, cheio de disputas internas e de interesses pessoais travestidos de estratégia eleitoral. Enquanto Marcos Pereira fala em “diálogo” e “construção”, Flávio Bolsonaro age como se a candidatura fosse um caminho natural, quase hereditário. Já Tarcísio aparece como aquele personagem que nunca diz claramente se quer entrar na história ou se prefere continuar como coadjuvante bem posicionado.
Essa indefinição não parece fruto de um debate programático, mas de um cálculo frio de conveniência. Quem tem mais chance? Quem herda melhor o espólio político de Bolsonaro? Quem consegue unir os partidos sem rachar a base? São perguntas que ficam no ar, enquanto o discurso público tenta vender a ideia de que tudo está em aberto.
