Tenho observado uma coisa bonita de ver: o brasileiro está empolgado. Feliz mesmo. Há um clima diferente no ar, uma leveza que não se via há tempos.
Não sei dizer exatamente de onde vem essa alegria. Talvez tenha a ver com a menor taxa de desemprego da história recente, talvez com a inflação finalmente sob controle depois de anos de aperto, ou ainda com a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que colocou mais dinheiro no bolso de milhões de trabalhadores. Quando a renda rende um pouco mais e a incerteza diminui, o humor coletivo muda. E muda para melhor.
E a empolgação parece ir além dos números. Ela aparece nos detalhes do cotidiano, nas conversas, nas redes sociais. Na sexta-feira, 6, durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, foi impossível não notar o entusiasmo. O Brasil não é exatamente uma potência nos esportes de inverno, mas isso nunca foi obstáculo para a nossa torcida.
Pelas redes sociais, os brasileiros vibravam, comentavam cada detalhe, torciam como se estivéssemos no auge de uma final de Copa. Até a roupa da delegação virou assunto, sendo elogiada, compartilhada, celebrada. É como se qualquer oportunidade de celebrar o Brasil estivesse sendo agarrada com gosto.
E talvez seja isso. Depois de anos difíceis, o país parece reaprender a sorrir coletivamente. A se permitir entusiasmo. A olhar para frente com menos medo e mais expectativa.
E 2026 ainda promete. Temos Copa do Mundo de futebol e eleições, dois eventos que, gostemos ou não, mobilizam paixões e emoções profundas. O futebol nos lembra quem somos quando estamos juntos; a eleição nos lembra de que ainda podemos decidir os rumos do nosso futuro.
Que os ventos deste ano tragam ainda mais alegria. Que o emprego continue firme, que a economia se estabilize, que a política amadureça.
O brasileiro merece sorrir, não como exceção, mas como regra.
Sorriam.
