SONETO DO INCERTO
A vida segue seu rumo e revela os mistérios
O gato verde, o vaga-lume, a estrela cadente
E os místicos fantasmas da imaginação
Que esperam a hora de dormir para virem me assustar.
Eis que a vida continua sua intensa luta
Bem e mal, água e fogo, broca e dente.
Todo o povo morrendo,
Mas contente.
Nada me importa agora,
Só as estrelas do céu e a cascata
Que ainda me faz perder o rumo de casa.
Meio-dia e eu vou dormir meio sem graça
No caso de ter alguém vigiando
Na espera de alguma falha.
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Nota do autor: este poema foi escrito no dia 10 de julho de 1998, quando eu tinha 18 anos.
Daniel Marchi, editor-executivo de Notibras, é professor, advogado e escritor carioca.
Autor de “A Verdade nos Seres” (poemas) e “Território do Sonho” (contos, no prelo).
