As paredes já não são frias;
erguem-se como colunas do universo,
templos que guardam o segredo
do primeiro sopro da criação.
O vento entra como mensageiro das estrelas,
traz reflexos de auroras,
mostrando que até as tempestades
podem renascer em arco-íris cósmicos.
A mente, outrora campo de batalhas,
hoje floresce como constelação,
onde a luz semeia esperança
e abre portais com respostas ocultas.
Há uma magia que o mundo não vê:
a seiva primordial que corre nas árvores,
rios de eternidade que alimentam frutos,
despertando emoções na consciência
como cânticos sagrados do firmamento.
O voo da borboleta é profecia,
o orvalho é promessa de aurora,
o amor nascente é chama
que celebra a própria existência.
O sol nos oferece carícia,
leva embora a melancolia,
e sob o céu de um sorriso,
há uma melodia que retorna,
como estrela que nunca se apaga,
como jardim que floresce no infinito.
