O 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Mas não é uma data romântica, não é um dia feito apenas de flores, mensagens bonitas e homenagens vazias. O 8 de março é, antes de tudo, uma data política. É um dia que nasce da luta, da organização e da resistência das mulheres ao longo da história, um marco que lembra que direitos não foram concedidos por gentileza, mas conquistados com mobilização, coragem e enfrentamento.
Em um país onde mulheres são assassinadas todos os dias, onde tantas não estão seguras nem mesmo dentro de suas próprias casas, o 8 de março precisa ser entendido como uma data política. É impossível falar em celebração quando a violência de gênero continua sendo uma realidade brutal. O dia existe justamente para lembrar que a desigualdade e a violência não são fatos naturais, mas problemas sociais que exigem resposta coletiva, políticas públicas e compromisso real com a vida das mulheres.
Num país onde mais da metade das mulheres é demitida após retornar da licença-maternidade, o 8 de março também é um chamado à reflexão sobre o mundo do trabalho. A maternidade, que deveria ser protegida, muitas vezes se transforma em punição profissional. Por isso, o 8 de março não é apenas um dia de homenagem: é um dia de denúncia, de memória e de luta por um país onde ser mulher não signifique viver sob risco, injustiça ou desigualdade.
