Na fala simples, do dia a dia:
A poesia é como me vejo no mundo,
Me busco, me acho
Me reinvento e reinterpreto
No looping dos dias
Saio do automático pra
Saudar os sentidos
Ouvir com c’alma o silêncio
(quase sempre permeado de estímulos)
Um cheiro, uma memória
A trilha inventada ou não
Mas … na batida certa
Ao pé-da-letra:
A poesia é como um habitar-se por escrito
Um preenchimento interminável
De dentro pra fora
Dos devaneios que perpassam a pele
À consciência mais absoluta
Que irrompe às 3 da manhã
Diuturnamente
Em toda ‘espécie
há um fazer/criar ou poíese’
À vista disso:
A poesia é como
Um doar-se por inteiro
(“sê inteiro: nada teu
exclui ou exagera”)
A bel-prazer:
A poesia é deveras
Um acordar-se por dentro
Aos navegantes, basta
Viver não é preciso
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*Citações de Fernando Pessoa e Oswaldo Goeldi
