No celular de Daniel Vorcaro — dono do banco Master e figura central no que vem sendo apontado como a maior fraude bancária da história do país — constavam os contatos de Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro. Embora manter contatos no telefone não configure crime, o contexto em que essa informação surge não pode ser ignorado. Em casos dessa magnitude, cada vínculo, cada aproximação, precisa ser devidamente esclarecido à sociedade.
Qual era a natureza da relação entre Vorcaro e esses parlamentares? Houve intermediação de interesses, troca de favores ou qualquer tipo de benefício indireto? Os dois são parlamentares e têm o dever de explicar, de forma clara e objetiva, qualquer ligação com personagens centrais do escândalo.
No caso de Nikolas Ferreira, há ainda um elemento adicional que reforça a necessidade de esclarecimentos: já é de conhecimento público que ele utilizava o jatinho de Vorcaro. Esse tipo de proximidade extrapola a mera presença de um contato na agenda telefônica. Diante disso, o silêncio ou respostas evasivas apenas ampliam as dúvidas.
