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Oficialização da saída de 12 secretários para disputa eleitoral

O Governo do Distrito Federal (GDF) registrou uma intensa movimentação em seu primeiro escalão nesta semana. Com a publicação de uma edição extra do Diário Oficial na última quinta-feira (2), mais seis secretários deixaram suas pastas, elevando para 12 o número total de baixas no governo. As saídas ocorreram oficialmente “a pedido”, marcando uma reestruturação significativa na equipe da governadora Celina Leão em um curto período.

O movimento é impulsionado pelo prazo de desincompatibilização eleitoral, que exige que ocupantes de cargos públicos no Executivo se afastem de suas funções para concorrer às eleições de 2026. Entre os nomes de maior peso político que deixaram o governo nesta nova leva estão Gustavo do Vale Rocha (Casa Civil), Marcela Meira Passamani (Justiça e Cidadania), Hélvia Paranaguá (Educação) e Sandro Torres Avelar (Segurança Pública).

Além deles, Francisco Cláudio de Abrantes (Cultura e Economia Criativa) e Agaciel Maia (Relações Institucionais) também assinaram suas exonerações. O calendário definido pela Justiça Eleitoral estabelece o dia 4 de abril como a data limite para que esses gestores deixem seus postos, garantindo que possam disputar o voto popular em condições de igualdade com os demais candidatos que não possuem cargos na máquina pública.

Nos bastidores políticos, os destinos eleitorais desses ex-secretários já começam a ser traçados. Informações preliminares indicam que Hélvia Paranaguá, Agaciel Maia e Sandro Torres Avelar devem focar suas campanhas em busca de vagas na Câmara dos Deputados. Já Marcela Meira Passamani desponta como uma das pré-candidatas do grupo para o cargo de deputada distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A reforma administrativa não ficou restrita apenas às secretarias centrais, atingindo também as administrações regionais e órgãos técnicos. Administradores conhecidos, como Gustavo Almeida Aires, Reginaldo Sardinha e Telma Rufino, também foram exonerados. Até mesmo na Defensoria Pública do DF houve troca: Celestino Chupel deixou o posto de defensor público-geral, sendo substituído por Reinaldo Rossano Alves para um mandato de dois anos.

Para garantir a continuidade dos serviços públicos, o governo já anunciou alguns nomes substitutos e interinos. Daniel Lago Maia assumirá a Secretaria de Relações Institucionais, enquanto Iêdes Soares Braga responderá interinamente pela Secretaria de Educação. Mudanças técnicas também foram efetuadas na estrutura da Polícia Civil, com a nomeação de novas chefias para delegacias e áreas especializadas da corporação.

Somando-se às saídas desta quinta-feira, outros nomes já haviam deixado o GDF no início da semana. Entre os dias 30 de março e 1º de abril, saíram nomes como Ana Paula Marra (Desenvolvimento Social), Rodrigo Delmasso (Família), Christianno Araújo (Turismo) e José Humberto Pires de Araújo (Governo). A assessoria da governadora Celina Leão ressaltou que as substituições definitivas estão sendo avaliadas com cautela para manter o ritmo das políticas públicas.

Por fim, a gestão estadual informou que as futuras nomeações serão divulgadas gradualmente e de forma estratégica. Enquanto os novos titulares não são oficializados, auxiliares imediatos e nomes como Bernardo Antunes e Rafael Mazzaro devem assumir protagonismo em pastas como Turismo e Família, respectivamente. O cenário atual reflete o início oficial da corrida eleitoral no Distrito Federal, com o governo entrando em uma nova fase de gestão e articulação.

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