Conta uma lenda:
No panteão maior,
Certa vez, dois desígnios:
De um lado, uma falange, a semear por aqui portentos cruéis.
Tempos em tempos,
Realizam-se em ganas de armas, atrocidades, guerras e genocídios…
De outro, laboratórios, matrizes e berçários de gênios
A se aprimorarem nas luzes
Do pensamento, da arte, da ciência e a
Encaminhar soluções
Para todo tipo de padecimento.
E quanto a nós?
Livres para nos inclinarmos, aos planos, os mais vis,
Ou, aos altruismos, os mais sutis.
Livres para aplaudir os próceres de cada tendência.
E até sermos arautos dos ‘nossos’ inspiradores,
Difícil, para nós, não-titãs,
Saber, de fato, quem é quem, do mal ou do bem,
Tantos os mestres à nossa escolha;
Tantas as escolas, credos, igrejas, doutrinas, ideologias…
Todos com os seus fascínios e apelos.
A verdade, porém, uma questão de sermos
Ou senhores de nós mesmos,
Ou, escravos de gurus, promessas e ilusões.
