Uma notícia com forte teor explosivo está circulando em diferentes gabinetes de Brasília desde as primeiras horas da tarde desta quarta, 22, capaz de acender o alerta em círculos políticos e jurídicos: profissionais do campo do Direito ouvidos por Notibras garantem que Paulo Henrique Costa, decidiu mudar radicalmente sua estratégia de defesa.
A saída do advogado Cleber Lopes, conhecido por sua proximidade com o ex-governador Ibaneis Rocha, não passou despercebida. No lugar, entram dois nomes de peso: Eugênio Aragão, que ocupou o Ministério da Justiça no governo Dilma Rousseff, e Davi Tangerino, referência em direito penal econômico.
A troca não parece trivial, muito menos uma medida estratégica apenas no papel. Nos corredores do Judiciário, cresce a leitura de que a mudança sinaliza algo maior, associada a uma possível negociação de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília, atualmente preso na Papuda sob suspeita de envolvimento em um esquema de suborno relacionado a operações com o Banco Master.
Se confirmada, a decisão de PH pode reconfigurar completamente o tabuleiro. Não apenas pelo conteúdo que eventualmente venha à tona, mas pelos nomes e estruturas que podem ser atingidos.
Em todo o imbróglio do caso BRB-Master, onde cada movimento é calculado, a entrada de uma nova equipe jurídica com histórico em casos sensíveis costuma indicar que o silêncio pode estar com os dias contados.
Quase a meia voz, o que se lembra é que em Brasília, quando o silêncio acaba, raramente termina em uma única história. E se PH decidir realmente falar, o conteúdo apresentado na Wikipédia será alterado substancialmente.
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Marta Nobre é Editora Executiva de Notibras
