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Pontos turísticos da Rússia que valem uma visita na parte interna

Foto/Divulgação

A Rússia sempre foi um destino que me fascinou desde a infância. No final de 2012, tive a oportunidade de conhecer Moscou e São Petersburgo durante 10 dias e confesso que foi um dos países mais enigmáticos que já visitei. Com pouca interferência europeia e praticamente nenhuma norteamericana, a Rússia impressiona por sua arquitetura que, em sua maior parte, foi influenciada pelo estilo bizantino (greco-romano e oriental), mas com características peculiares da região.

As construções, extremamente bem conservadas, são caracterizadas por muito volume em suas formas, como cúpulas, meias-cúpulas e torres. Em contraste às edificações do período czarista, há os prédios soviéticos do pós-Guerra Fria, definidos por ângulos retos, completamente simétricos e monocromáticos, que lembram caixas de concreto com pequenas janelas.

A todo momento, estas edificações chamam a atenção por quem anda tanto em Moscou como em São Petersburgo, mas, vale a pena ir além das chamativas fachadas. Reserve um bom tempo para conhecer o interior destes pontos turísticos, que guardam muita história contada por seu design interior.

Um dos principais pontos turísticos da capital – que marca o centro geométrico da cidade – a catedral de São Basílio, construída entre 1555 e 1561, impressiona não só pelas formas, que são como chamas de fogo subindo ao céu, mas pelo mix de cores, muito vivas e complementares entre si. Pelas fotos, parece muito grande, mas é pequena, com apenas nove capelas interligadas por escadas e corredores como num labirinto decorado por muito dourado e pinturas sacras. Em uma delas, o visitante pode ser surpreendido por um coral formado apenas por vozes masculinas.

A Catedral do Sangue Derramado, em São Petersburgo, é um exemplo puro da arquitetura russa, de tijolo vermelho e marrom, cheia de adornos e relevos. Por fora, chama mais atenção que a de São Basílio pela sua grandiosidade. Na parte de dentro, um mosaico enorme no chão faz par com as dezenas de santos ortodoxos, também de mosaicos, distribuídas por todas as paredes e colunas da igreja. Durante a Segunda Guerra, uma bomba atingiu a cúpula mais alta. Como não explodiu, permaneceu durante 19 anos por lá, sendo retirada quando trabalhadores subiram à cúpula para reparar goteiras.

A loja de departamento, se assim pode se dizer, pois só tem produtos caríssimos, a GUM fica na Praça Vermelha. Em seu interior, além das vitrines com joias que você duvida se são verdadeiras, devido ao tamanho das pedras, há um teto de vidro incrível que deixa o ambiente de mais de 240 metros de comprimento ainda mais glamuroso. A pedra usada no piso, de várias tonalidades, também cria um efeito visual bem interessante.

Reserve ao menos dois dias para conhecer um dos principais museus do mundo, o Hermitage, em São Petersburgo. A fachada, apesar de muito grandiosa, pouco diz a respeito da riqueza e abundância de obras de arte e esculturas, além da arquitetura extremamente rebuscada e opulenta, do seu interior, que possui dez prédios. Há ainda o Palácio de Inverno, que serviu de residência aos czares até o fim da monarquia.

A maior aventura para quem quer se divertir na Rússia é fazer alguns percursos de metrô (aliás, é sempre prudente ter um papel com o nome da estação mais próxima ao seu hotel escrita em cirílico), já que, pelo menos seis anos atrás, não havia quaisquer orientações em inglês. Stálin queria que a população tivesse orgulho de usar o transporte público, por isso, cada estação de metrô da capital é um show de arte à parte. São molduras no teto, colunas monumentais, muito mármore e diversas pinturas que enchem os olhos do turista, já que o moscovita anda rápido e não se preocupa se vai trombar em alguém.

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