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Qual será a próxima mentira dos EUA para invadir outro país?

Dizer que Donald Trump é uma ameaça mundial não é exagero, nem figura de linguagem, nem a minha opinião isolada. São os fatos.

A Venezuela foi alvo de uma operação militar dos Estados Unidos, e isso não é interpretação. Ataques aéreos e incursões em território venezuelano foram realizados sob o argumento de combate ao narcoterrorismo, numa ação que rompeu com os princípios do direito internacional e da soberania entre Estados. No curso dessa operação, Nicolás Maduro, presidente em exercício da Venezuela, foi capturado e retirado do país.

Independentemente de qualquer opinião política sobre o governo venezuelano, o que se instaurou ali foi um precedente perigoso: a normalização do sequestro de um chefe de Estado por uma potência estrangeira. Não se trata de discurso, mas de uma prática concreta que abalou o sistema internacional e provocou reações e condenações em diferentes regiões do mundo.

O mais alarmante é que esse episódio não surge isolado. Trump já havia ameaçado explicitamente o presidente legítimo da Colômbia, Gustavo Petro, utilizando argumentos genéricos e elásticos, semelhantes aos usados contra a Venezuela. Também voltou a ameaçar Cuba, México, Groenlândia e Dinamarca.

O padrão é claro e inquietante: Trump substitui diplomacia por coerção, direito internacional por força bruta, diálogo por intimidação. Age como se a Casa Branca lhe conferisse autoridade para decidir quem governa, quem cai e quem pode ser capturado no mundo.

Diante deste cenário, uma pergunta se impõe: quem será o próximo? Qual país será o próximo alvo de uma acusação conveniente, de uma ameaça pública, de uma intervenção travestida de combate ao crime? Quando o presidente dos Estados Unidos age dessa forma, o risco não é regional, é global.

Trump não é uma ameaça porque fala alto ou provoca crises. Ele é uma ameaça porque faz, porque testa limites e porque transforma o inaceitável em prática concreta. E quando isso parte da maior potência militar do planeta, o mundo inteiro está em risco.

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