A CPMI do INSS finalmente quebrou o sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A medida havia sido solicitada com base em suspeitas de que ele teria recebido recursos do chamado “Careca do INSS”, personagem citado em investigações relacionadas a fraudes no instituto. Durante semanas, o assunto foi explorado como se a quebra de sigilo pudesse revelar um grande escândalo envolvendo o filho do presidente.
Com os dados bancários agora expostos no âmbito da comissão parlamentar, o que se viu foi algo muito diferente do que se insinuava. A movimentação financeira revela que Lulinha mantém duas empresas de pequeno porte, com receitas compatíveis com esse tipo de atividade empresarial. Mais importante: não há qualquer registro de transferências ou pagamentos vindos do chamado Careca do INSS, desmontando a principal suspeita que motivou o pedido de quebra de sigilo.
O resultado objetivo da investigação é simples e direto. Todo o dinheiro movimentado por Lulinha é legal e declarado, sem qualquer indício de corrupção, irregularidade ou relação com o esquema investigado. Depois de todo o barulho político e da tentativa de criar suspeitas públicas, os próprios dados bancários mostram uma realidade muito mais banal: não houve crime. Ponto final.
