Quero beijar-te como quem toca o infinito,
para que, antes que palavras se tornem feridas,
o universo se abra em constelações
e a arte floresça entre nossas almas.
Quero selar tua boca com a minha,
como quem une dois astros em órbita,
para que o silêncio se transforme em música,
e o amor seja linguagem de estrelas.
Não quero um beijo de desculpa,
não quero um beijo apressado,
não quero um beijo vazio,
quero apenas o beijo que seja sagrado,
como rito que atravessa o tempo,
como chama que nunca se extingue.
Não quero que minhas lágrimas sejam apagadas por tua boca;
se nasceram de ti, que se tornem rios celestes,
para que a magia não se quebre,
para que o encanto permaneça eterno.
Quero sempre beijar-te com alegria,
para que nada interrompa o rito,
para que seja puro como aurora,
luminoso como lua cheia,
infinito como o céu estrelado.
Não quero um beijo se não houver desejo,
pois o beijo não pode ser imposto,
ele deve nascer livre,
forjado em mel e trigo,
como oferenda que se eleva ao firmamento,
como oração que une céu e terra.
