Notibras

Santa Catarina chega ao alarmante número de 29 prefeitos presos

Quando li pela primeira vez que, desde 2020, Santa Catarina já teve 29 prefeitos presos por corrupção e fraudes na administração pública, fiquei completamente pasma.

É uma realidade que, a princípio, parece quase inacreditável: quase 10% dos prefeitos do Estado foram detidos no exercício do mandato ou no decorrer de investigações.

Essa estatística me deixou perplexa, não apenas pelo número em si, mas pelo que ele revela sobre nossos processos eleitorais e sobre a responsabilidade que cada voto carrega. Para mim, é difícil aceitar que uma proporção tão grande de gestores tenha chegado ao cargo máximo em cidades catarinenses sem que sinais claros de desonestidade, práticas ilícitas ou propensão à corrupção tenham sido percebidos por muitos eleitores.

Aparentemente, o catarinense não está sabendo votar. Digo isso porque acredito que na ampla maioria dos casos já é possível, antes das urnas, ter uma noção clara de quem realmente tem intenção e histórico de servir a população com honestidade e integridade. Esperava que esse tipo de avaliação fosse prevalecer na escolha dos nossos governantes locais.

Chegar a 29 prefeitos presos é um alerta. É um reflexo de que o jeito de sempre de escolher candidatos, muitas vezes baseado apenas em carisma, alianças políticas ou no voto de esperança sem análise crítica, não tem dado certo. Está claro que precisamos repensar nossos critérios e exigir mais transparência, mais ética e mais compromisso com o interesse público.

Por isso, nestas próximas eleições, espero que os catarinenses votem diferente. Que se aprofunde a análise sobre quem são os candidatos, quais são seus históricos de atuação pública e quais sinais de seriedade e comprometimento com o bem comum eles realmente mostram. A mudança passa por escolhas mais conscientes nas urnas.

Se continuarmos fazendo as mesmas escolhas de sempre, infelizmente, é difícil acreditar que os resultados serão diferentes. Precisamos, juntos, virar essa página e colocar pessoas verdadeiramente comprometidas com a ética nos cargos públicos.

Sair da versão mobile