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Santos faz 3 a 0 no xará do Amapá e avança à segunda fase da Copa do Brasil

Dos 5.140 torcedores que viram nesta quinta-feira a classificação do Santos à segunda fase da Copa do Brasil com o triunfo por 3 a 0, no estádio da Vila Belmiro, em Santos, só um estava torcendo para o rival, o xará do Amapá. O vigilante e porteiro Celso Pereira Bahia não viajou exclusivamente para o jogo, mas seu sacrifício doeu no bolso. Ele pagou R$ 150 para trocar a folga na portaria de um condomínio só para ver aqueles que o representam no futebol.

“Não podia perder a chance de ver o time da minha terra. Valeu a pena”, disse o torcedor de 27 anos, que nasceu no bairro de Congós, em Macapá, a capital do Amapá, mas mora na Praia Grande, no litoral sul de São Paulo há 15 anos.

Ele ficou cabisbaixo quando Luiz Felipe, Ronaldo Mendes e Joel definiram o placar, mas lamentou mesmo não poder mostrar o nome de sua cidade. Explicação: ele comprou uma bandeira do Brasil e pintou, com tinta guache branca, dois nomes: Macapá e Congós. A Polícia Militar proibiu que a bandeira fosse exibida alegando que um símbolo nacional não poderia ser modificado.

O porteiro deu um jeitinho: apagou o nome do bairro e escondeu a palavra de cima. Exibiu metade da bandeira, mas ficou feliz mesmo assim. A palavra “Macapá” ficou apenas no visor do celular

A derrota não foi um lamento total. Ele considerava um milagre que o seu Santos vencesse após o 1 a 1 no jogo de ida, no Amapá. O time paulista aproveitou a qualidade técnica e, mesmo sem um grande jogo, não precisou fazer força para vencer. Agora, o time paulista vai enfrentar o Galvez, do Acre.

Celso acha que um time fez um bom papel. No final do jogo, mesmo sozinho, ele enrolou a bandeira, mas estava em sintonia com seus conterrâneos, que fizeram questão de tirar fotos com os craques santistas.

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