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Sem Boulos e Hilton, PSOL pode naufragar na cláusula de barreira

A ala do PSOL ligada a Guilherme Boulos defendia a formação de uma federação com o PT como estratégia para fortalecer o campo progressista nas próximas eleições. A proposta, no entanto, foi submetida à consulta interna do partido e acabou derrotada. A decisão revelou uma divisão significativa dentro da legenda, com setores que preferem preservar a autonomia partidária mesmo diante dos desafios eleitorais que se aproximam.

A derrota da proposta também abre um novo capítulo nas tensões internas do PSOL. Caso lideranças de grande projeção nacional, como Erika Hilton, Guilherme Boulos e Sônia Guajajara, optem por deixar o partido, o impacto político e eleitoral pode ser profundo. Trata-se de nomes com forte capacidade de mobilização, grande visibilidade pública e expressivo potencial de votos.

Sem essas figuras, o PSOL corre o risco real de enfrentar dificuldades para atingir a cláusula de barreira nas próximas eleições. A regra exige um desempenho mínimo nas urnas para garantir acesso ao fundo partidário e ao tempo de televisão. Perder quadros que funcionam como puxadores de voto pode comprometer seriamente a sobrevivência institucional do partido no médio prazo, transformando uma divergência estratégica em um problema existencial.

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