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SEM INSPIRAÇÃO…

Tem dias que a gente simplesmente não consegue expressar aquilo que sente, não é mesmo? Hoje está sendo um dia desses. Já faz um bom tempo que abri a tela de meu desktop e até agora nem uma palavrinha sequer surge em minha mente. Branco total. Sim, gostaria de falar sobre mil coisas diferentes. Sobre a situação do mundo… mas quem sou eu para abordar tal assunto? Falar sobre relacionamentos, o medo que temos de nos envolver com as pessoas errada e ficar com nosso coração partido… bem, essa é uma preocupação que não tenho, mas sei de muitas pessoas que ainda estão procurando a “tampa de sua panela”, como se costuma dizer…

Assuntos, há vários que poderia abordar. Mas não sei exatamente como começar. Porque falar sobre o que quer que seja, exige um mínimo de conhecimento sobre o assunto… e o que eu sei da vida, de verdade? Quando muito, tenho a minha visão da vida, e sei que muita gente não compartilha de minha maneira de ver o mundo…

O que posso dizer? Bem, sei que há pessoas que sofrem por não poderem ser quem realmente são… ao menos é esse o pensamento delas. Sofrem porque as pessoas ao seu redor não as aceitam como elas se veem de verdade. E acabam vivendo uma vida de mentiras, para não serem execradas pelo “Status Quo”…

Bem, tudo que posso dizer é que a Sociedade não é homogênea… há muita diferença entre os vários grupos que a compõe… e o pior? Cada um desses grupos acredita piamente que a verdade está ao seu lado… bem, a verdade tem mil facetas diferentes, então de certa forma todos estão certos… mas, oh deuses da discórdia… a verdade depende da ótica de quem observa os acontecimentos. E aí… bem, de repente os dois estão errados…

Nosso maior erro é acreditarmos que a verdade é única… mas nada na vida é preto no branco… nem mesmo a verdade. Porque ela depende de interpretação. Certo, há momentos em que os fatos corroboram para que a visão que temos sobre determinado assunto não dê espaço para controvérsias. Mas quando começamos a verificar o início da ação a fundo, acabamos por descobrir nuances que, à primeira vista, haviam escapado…

Mas eu estava falando sobre pessoas que se sentem excluídas de seu núcleo social. As vezes isso só acontece em sua imaginação, outras, o problema é real. E quando essa é a realidade da pessoa, por que tal ocorre? Nós vivemos em Sociedade. E esta, para seu bom funcionamento, depende de regras de conduta. E acabamos por tornar essas regras pétreas, sem direito a modificá-las para se adequarem aos componentes do grupo. Afinal, são esses que devem se enquadrar às normas, e não o contrário…

O problema é que desejamos ser aceitas como somos por toda a turma que gravita ao nosso redor, nos esquecendo de algo básico… muito daquilo que alguém consegue aceitar depende muito de sua formação desde a sua primeira infância. E é nessa fase que sua educação religiosa se inicia. E nem sempre os conceitos de “certo” ou “errado” permitem à pessoa compartilhar algo que, em sua visão, poderá significar uma eternidade presa em um local não de expiação, mas de castigo eterno…

Sim, esse é o efeito que a religião tem sobre o indivíduo. Ela consegue incutir em seus acólitos o medo da danação eterna. Ou seja, você não age decentemente porque esse é o modo certo de viver. Você se torna uma “boa pessoa” simplesmente porque tem medo de, após sua morte, ser lançado nos abismos negros do esquecimento e ficar por toda a Eternidade preso em um lago de fogo…

Há recompensas, se você seguir aquilo que as regras determinam como certo… em algumas linhas religiosas, se o cidadão cumpre seu papel corretamente, após seu passamento irá desfrutar das graças de sete virgens… fico me perguntando quais foram os pecados destas, para serem condenadas a servir tal figura pela eternidade… percebeu como os conceitos religiosos são, no mínimo, estranhos?…

São apenas algumas discrepâncias nas quais temos que pensar um pouco… você é honesta porque é o correto a fazer, ou é honesta por medo da danação eterna? Você vela pelo seu semelhante porque isso é o certo a fazer, ou simplesmente faz isso para “acumular pontos” para quando partir desse plano? Se a sua resposta for a segunda, me desculpe… mas por mais que desejemos, seu gesto não tem valor algum. Porque honestidade, bondade… nada tem a ver com a religião, mas sim com a sua índole. Você não precisa de uma igreja, qualquer que seja, para te dizer como agir corretamente. É só você aplicar certo mandamento…”Faça para os outros aquilo que gostaria que fizessem para você”…

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