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Sobreviver ao racismo também é um trabalho

Muitas pessoas pensam que trabalhar é apenas aquilo que fazemos em troca de salário. Mas existe outro tipo de trabalho: o trabalho emocional e social de sobreviver a estruturas de violência.

Pessoas negras frequentemente precisam desenvolver habilidades adicionais: saber como se comportar em determinados espaços, como falar, como se vestir, como reagir a abordagens policiais, como lidar com discriminações no trabalho ou na escola.

Esse conjunto de estratégias também é trabalho. Trabalho de sobrevivência social.

W. E. B. Du Bois chamou isso de “dupla consciência”: a necessidade de ver a si mesmo pelos próprios olhos e pelos olhos de uma sociedade racista ao mesmo tempo.

Viver assim exige energia, atenção e esforço constante.

Sobreviver ao racismo não é apenas existir.

É trabalhar todos os dias para continuar existindo.

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