A comunicação feita à Polícia Federal pela senadora Soraya Thronicke e pelo deputado Lindbergh Farias, envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), traz à tona uma acusação gravíssima: estupro de vulnerável, envolvendo uma adolescente de 13 anos, que teria tido um filho, hoje com 8 anos, e a suspeita de pagamento para ocultação do caso. É uma questão que exige resposta objetiva, urgente e transparente.
A objetividade, neste caso, é um dever. A ciência oferece um caminho simples, direto e incontestável: o exame de DNA. Se o deputado é inocente, como afirmou, o gesto natural seria submeter-se imediatamente ao exame. Quanto mais tempo passa sem esse esclarecimento, mais a dúvida se impõe.
Quando o tema envolve uma possível violência contra uma adolescente que não tem idade para consentir relação sexual, a resposta precisa ser rápida. Não basta dizer que confia na Justiça, é preciso colaborar ativamente com ela. Em casos assim, a verdade não é apenas um direito: é uma obrigação imediata.
