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Três candidatos, mas apenas um será escolhido por Kassab

Três dos principais nomes da direita brasileira hoje estão abrigados no mesmo partido: o PSD. Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite. Três governadores, três projetos presidenciais, três ambições que não cabem na mesma urna.

É evidente que só um deles poderá ser candidato. Os outros dois, inevitavelmente, ficarão pelo caminho, assistindo de fora, chupando o dedo e recalculando rotas para o futuro. Política é assim: quem não é escolhido vira espectador, mesmo que tenha currículo, discurso e votos potenciais.

A decisão, no fim das contas, não será ideológica, nem programática. Será estratégica. Caberá a Gilberto Kassab, presidente do PSD, fazer a escolha que considerar mais viável eleitoralmente. E Kassab nunca foi conhecido por apostar em romantismos políticos, mas em números, alianças e chances reais de vitória.

Minha aposta é que Kassab escolherá Ratinho Júnior. Governador de um estado forte economicamente, com boa avaliação administrativa e menor desgaste nacional, ele aparece como o nome mais “vendável” para um eleitorado conservador que busca alguém fora do bolsonarismo puro, mas sem romper totalmente com esse campo.

Caiado carrega o peso de declarações polêmicas e de uma gestão marcada por embates institucionais. Eduardo Leite, embora tenha projeção nacional, ainda enfrenta resistências dentro da própria direita, além de não ser unanimidade nem mesmo no Sul.

O PSD vive, portanto, um dilema: tem três presidenciáveis, mas apenas uma vaga. O partido que se apresenta como alternativa ao extremismo precisará mostrar se consegue produzir unidade ou se vai se fragmentar antes mesmo da largada.

Por enquanto, todos se movimentam, fazem discursos, testam narrativas e simulam pré-campanhas. Mas, no fim, a caneta pesa mais que a vaidade. Kassab escolherá um. Os outros dois terão de engolir seco.

O tempo dirá.

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