Eu escrevo meus versos
como quem chora
por um amor que esteve perto
mas um dia foi embora.
Eu escolho a minha rima
como quem compõe
as notas de uma obra prima-prima
mas nela as mágoas põe.
Eu escrevo a minha poesia
como quem pressente o fato:
ter por certa a agonia
do eterno anonimato.
