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União anuncia aporte histórico no Butantan

Nesta segunda, 9, o governo federal anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa biomédica da América Latina e responsável por grande parte das vacinas produzidas no Brasil. O recurso será destinado à construção de novas fábricas e à modernização das estruturas já existentes, ampliando a capacidade produtiva e fortalecendo a autonomia nacional na área da saúde.

Não se trata apenas de uma cifra expressiva. Trata-se de um símbolo.

É impossível esquecer que, durante o governo de Jair Bolsonaro, o país viveu um período marcado pela negação da ciência, pelo descrédito das universidades e institutos de pesquisa e por discursos que desaconselhavam a vacinação, tudo isso em meio à maior crise sanitária do século. O Brasil, que sempre foi referência mundial em imunização, viu sua tradição ser colocada em xeque por narrativas obscurantistas.

Por isso, o anúncio carrega um peso histórico. Representa uma virada de página.

O presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estiveram no Butantan. A presença física ali não foi mero protocolo: foi um gesto simbólico potente. É o Estado brasileiro reafirmando que acredita na ciência, que valoriza seus pesquisadores e que entende saúde pública como política de soberania nacional.

Investir em vacinas é investir em autonomia. É reduzir dependências externas. É garantir resposta rápida diante de emergências sanitárias. É proteger vidas.

Que este seja, de fato, um novo ciclo em que o Brasil volte a olhar para seus cientistas com orgulho e para o futuro com planejamento.

Chamou atenção a ausência do governador Tarcísio de Freitas no evento. O Butantan é um patrimônio paulista e brasileiro. Em momentos como este, o esperado seria a convergência institucional em torno de um projeto que transcende disputas partidárias e eleitorais.

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