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Vassalo de Bolsonaro, Heleno morrerá como um Recruta Zero

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, participa de audiência pública na Câmara dos Deputados, sobre o caso do militar preso com cocaína na Espanha em aeronave da Força Aérea Brasileira.

Poucas afirmações peremptórias são tão válidas como a que assegura que ninguém, absolutamente ninguém próximo ou que rodeia Jair Messias vale coisa alguma. Isso incluiu, claro, além da família, todo mundo que ele espalhou pelo seu governo.

Entre os militares que o rodeiam há de tudo um pouco. Houve os que acharam que poderiam controlar seus ímpetos mais primários e foram sumariamente descartados, e há os que continuam ao seu lado e ao seu lado ficarão até o fim.

E entre esses fiéis vassalos, um sempre teve destaque, o general empijamado Augusto Heleno. Não se trata de um conservador. Trata-se de um exemplo redondo e perfeito do que há de mais reacionário neste país destroçado. Reacionário e abjeto.

A afirmação que ele fez ao falar a bolsonaristas reunidos num dos chiqueirinhos de Brasília, continua repercutindo. Augusto Heleno disse que os boatos que circulavam nas redes indicando que Lula teria sido internado num hospital não eram corretos. Bem ao seu estilo, sapecou a seguinte frase: “Esse negócio do Lula estar doente… Não está, infelizmente”.

E, claro, chamou o presidente eleito de “cachaceiro”.

Integrante olímpico do governo responsável por mais da metade dos quase 700 mil mortos pela Covid, Augusto Heleno de verdade sentiu-se decepcionado pelo fato de Lula estar saudável.

Dizer isso em público, em todo caso, apenas ressalta uma coerência paralela e sólida na existência de Augusto Heleno: seu caráter e sua decência conseguem ser ainda menores que sua estatura física. Trata-se de um verme de dimensões ridiculamente grotescas. E que a partir do primeiro dia de 2023 será mandado de volta para o esgoto de onde nunca deveria ter saído.

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